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Como foram feitas as cenas de efeitos especiais ? A Baseblack revela !

Baseblack, compainha responsável por uma grande quantidade dos efeitos especiais de Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 1, divulgou recentemente em seu website uma texto onde explica como foram feitos os efeitos especiais que encantaram a todos.
Para conferir todo o texto escrito pela compainha, e traduzido pela Alice Fagiolo, do fã site amigo, oclumência, basta clicar em 'mais informações'. Lembrando que Relíquias da Morte parte 1 está em exibição em vários cinemas do Brasil, corra para o mais próximo ! Fiquem ligados ao Apparattus



Efeitos especiais de HP7: Parte 1 pela companhia Baseblack
Tradução por Alice Fagiolo
O supervisor Tim Burke e a produtora Emma Norton se aproximaram de Stephen Elson num primeiro momento no começo de 2009 para lhe perguntar se ele estaria interessado em trabalhar em Harry Potter e as Relíquias da Morte, as duas épicas partes finais da franquia de maior sucesso da história do cinema.

Baseblack trabalhou em várias seqüências únicas e prêmios de último minuto. Dessa vez, Tim e Emma estavam pensando em usar uma boutique flexível que poderia ser distribuída através dos filmes para acabar com o trabalho autônomo, enquanto fornecedores maiores se concentravam nas grandes seqüências mais elaboradas.

Inspirado pelo alcance e variedade de oportunidades oferecidas, Stephen montou uma nova equipe, chefiada pelo supervisor de efeitos visuais Matt Twyford, e pela produtora de efeitos visuais Kate Phillips, que passou a contribuir com mais cenas do que qualquer outro fornecedor para Reliquias da Morte, parte 1.

O trabalho de Baseblack faz uma entrada discreta no filme com o momento comovente que mostra Hermione apagando a memória de seus pais. Além de uma série de cenas mostrando o seu desaparecimento das fotografias de família, Matt Twyford projetou um efeito para a varinha de um deslocamento fractal sutil, o que atendeu à preocupação de David Yates de que o processo fosse discreto e suave.

Um olhar mais ostensivo foi desenvolvido para o Deluminador que Rony recebe no testamento de Dumbledore (o que é em si é uma animação de computação gráfica (cg) de Baseblack). Este artefato mágico pode escurecer e restaurar as luzes, e sua utilização se repete ao longo do filme. Baseblack foi convidado para criar um visual para aumentar as mudanças de iluminação no set, e o compositor Stuart Bullen contribuiu com uma série de animações em 2D de bolas de luz voando, o que, com uma iluminação interativa gerada em Nuke e uma meticulosa recriação de efeitos ópticos, demonstraram um senso de profundidade e presença que vendeu o conceito de forma muito eficaz.


Baseblack contribuiu também com outro dos legados de Dumbledore na forma de um dos ícones mais reconhecidos do mundo de Harry Potter: o Pomo de Ouro. Ao Pomo é dado um pouco mais de personalidade em Relíquias da Morte, parte 1 do que em aparições anteriores, seguindo Harry ao redor como um cão fiel, e até mesmo escapando do bolso de um Seqüestrador para se reunir a Harry.


Embora uma série de belos Pomos tenha sido feita para uso em principio, nós intervimos sempre que era preciso. O supervisor de cg Fred Sundqvist construiu um modelo de cg exato da versão prática e criou uma série de animações com asas – permitindo que ele pairasse como um beija-flor ou dobrasse suas asas de maneira elegante – antes de bloquear seu caminho de vôo nas tomadas.


Criamos também um objeto mais malévolo na forma do medalhão Horcrux que Harry, Rony e Hermione pegam de Dolores Umbridge, no Ministério da Magia. Mais uma vez, assumimos com uma versão de cg animada quando os requisitos de David Yates ultrapassaram os limites do medalhão em si. Incluiu-se aí saltos e ateamento de fogo conforme o trio fazia suas tentativas iniciais de destruí-lo. Também criamos a seqüência emocionante onde a situação se inverte e o medalhão tenta afogar Harry enquanto ele mergulha no lago congelado. Essa cena envolveu um rastreamento de corpo complexo de um vigoroso desempenho de Daniel Radcliffe antes que o medalhão fosse animado conforme ele sufoca Harry e o empurra debaixo d’água e se contorce ao redor do seu pescoço. Para aumentar a violência da cena, também acrescentamos bolhas de ar animadas que saem de Harry enquanto ele se debate na água.


Além de se encarregar de efeitos individuais que se repetem ao longo do filme, Baseblack foi incumbido de duas cenas cheias de ação. Na primeira, o trio está em fuga após o devastador ataque no casamento na Toca. Indo parar num Café em West End, eles são prontamente rastreados por um par de Comensais da Morte, e uma batalha feroz de varinhas acontece.


Além de deslocar uma rua de Soho e pedestres para fora das janelas de tela azul no set, Steph Kelly e Klaudija Cermak criaram uma série de rápidos efeitos de varinha e impactos para aumentar a impressionante cena de destruição com efeitos especiais, e para realizar a concepção de Tim Burke de uma clássica cena de tiroteio realçada com magia.

Efeitos similares foram usados para uma seqüencia posterior onde Harry, Rony e Hermione são perseguidos através da floresta pelos Seqüestradores.

“Nós adicionamos uma sensação palpável de perigo para a perseguição emocionante com rajadas vivas de luz explodindo das varinhas no crepúsculo, e detritos da explosão ricocheteando das árvores, além de criar uma bola de cg que no fim se embrulha ao redor de Rony e o leva para o chão.”


Uma contribuição mais suave veio do aumento da sensação de frio em várias cenas de inverno que foram filmadas bem no ápice do verão. “Para uma visão mais ampla impraticável para o departamento de arte, substituímos a grama exuberante e as árvores verdes com uma versão mais gelada da paisagem.”


“Nós também fomos convidados a criar um gasoduto para adicionar uma respiração visível vindo da boca dos personagens conforme eles discutiam seus planos na floresta gelada. Devia à pressão sobre o cronograma, foi necessário chegar a algo simples, rápido e, como sempre, com um bom custo-benefício. Matt Twyord evitou a solução 3D a favor de escrever um emissor de partículas em vibração que podia ser orientado pelo diálogo de áudio para criar uma aparência muito convincente em principio, e que poderia ter a velocidade, densidade e tempo adaptados por compositores individuais. Esta solução elegante nos permitiu entregar 40 cenas dentro de dois meses com uma equipe muito pequena.”

“Ficamos orgulhosos por também contribuir para a arrepiante cena final em que Voldemort viola a tumba de Dumbledore para roubar sua varinha. A cena foi um complicado trabalho de colagem já que os horários de filmagem ditavam que vários dos elementos tinham que ser filmados separadamente.”

Para a dramática cena, o compositor Tim Young deixou cair um tablado pintada de fosco em uma placa de helicóptero de um lago real antes da cena ser cortada para a tumba em cg sendo magicamente aberta.


O confronto face a face de Voldemort com seu inimigo morto também foi ajudado pela Baseblack, já que Ralph Fiennes e Michael Gambon foram filmados separadamente em estágios em tela verde, e então combinados pelo compositor sênior Rudi Holzapfel com uma placa de controle de movimento do túmulo destruído que fica em um ambiente de cg.


Finalmente, para as cenas de encerramento do filme onde Voldemort testa seus novos poderes ao enviar uma tempestade de relâmpagos para o céu, Adrian Banton, chefe do 2D, criou uma vista lateral da ilha, incluindo um pequeno elemento live-action de Ralph Fiennes num tablado fosco, animação feita à mão de relâmpagos arqueando pelo céu e nuvens em cg que explodem com a luz.
NOX

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